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Catas Altas de moto

Passamos o fim de semana do Dia dos Namorados em Catas Altas, cidadezinha aos pés da Serra do Caraça, com um casal de amigos. Veja várias dicas de passeios, restaurantes e onde ficar.

Como chegar

Catas Altas fica a 120km de Belo Horizonte. Pegue a BR 381 sentido Vitória e entre no trevo para Barão de Cocais. Depois é só seguir até Catas Altas. Você vai saber que está chegando de longe, quando ver o imponente paredão da Serra do Caraça.

Dica: se você está indo de moto, se prepare para o frio. Chegando na região de Caeté a temperatura cai muito e, em Catas Altas, mais ainda!

Dica 2: é possível chegar passando por Mariana, porém são mais ou menos 50km a mais. A vantagem é fugir do trânsito horrível da BR 381.

O que fazer

Chegamos no sábado por volta de 10h. Fizemos um lanche na pracinha (#vidareal: pão com mortadela mesmo! hahaha) e aproveitamos para tirar muitas fotos.

Gravamos um trechinho do passeio:

Igreja Nossa S. da Conceição

A igreja é a principal atração do centro da cidade, cercada por casas históricas. A cidade é bem pequena, então dá pra ir em praticamente todos os lugares a pé.

O pano de fundo é a maravilhosa Serra do Caraça, que ficou coberta de nuvens a maior parte do tempo em que estivemos por lá.

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Igreja Santa Quitéria

A igrejinha fica no topo de uma colina, dentro da cidade mesmo, e pode ser avistada do centro de Catas Altas. É bem fácil de localizar e chegar.

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Bicame de Pedra

A entrada para o Bicame de Pedra fica um pouco antes da cidade. No total são 12km de Catas Altas até lá, com um trecho de poucos quilômetros de estrada de terra (bem conservada).

Clique aqui e veja mais fotos e dicas do Bicame de Pedra!

O Bicame é a ruína de um antigo aqueduto de água, datado de 1792. Hoje há somente uma parte do paredão de pedras com uma passagem em arco.

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Cachoeiras

Aqui começa a parte COM EMOÇÃO da viagem.

Quando fomos (junho/16) a estrada para algumas cachoeiras e para o mirante estava em obras. Não conseguimos informações direito com os moradores, encontramos váaarios turistas tentando seguir para esse mesmo local, porém todos perdidos também. Até seguimos um carro que parecia saber o caminho, mas que não deu em nada…

Trilho do trem

Em uma das vezes que nos perdemos acabamos chegando no trilho do trem que passa pela cidade. O lugar é isolado e eu (Rosi) não recomendo, só pensei que seríamos ou sequestrados ou atropelados pelo trem a qualquer momento. Ou sequestrados e amarrados no trilho. Coisas desse tipo.

Por fim, na terceira tentativa, passamos por dentro de um riacho e pegamos uma estrada bem ruim até chegar próximo à cachoeira Santa. O casal de amigos que foi com a gente estava de carro e sofreu bem mais que a gente com a estrada…

Cachoeira Santa Fica a mais ou menos 2km do centro. Deixamos a moto estacionada a uns 500m de distância e subimos o morro até ela a pé, passando por baixo da linha férrea.

A queda e o lago são pequenos e no dia que fomos parece que ia acontecer um batizado por lá, pois estava bem cheia. Para o mesmo lado dessa cachoeira tinham outras, como a do Maquiné, mas pelo que nos falaram a estrada estava bem ruim. Não estávamos animados pra enfrentar estrada ruim de terra de moto, e de carro seria bem difícil, então desistimos.

Também tentamos ir na Cachoeira do Paraíso, que fica próxima a entrada da cidade, mas não não encontramos a estrada. Somente esse riacho no caminho:

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Onde ficar

Pousada Solar da Serra: fica em uma rua residencial, como várias pousadas que vimos por lá. O lugar é muito tranquilo e ela é bem bonita, parece ser nova. A diária foi R$ 150. O café da manhã é bem servido com variedade de pães, bolos e frutas. Além disso, ela fica perto do centro e de todos os restaurantes que fomos, dá pra ir a pé tranquilamente. Ficamos em um quarto com vista pra Serra do Caraça (n° 5), bem confortável e espaçoso. Essa foi a vista da nossa janela:

Pousada Aconchego Mineiro: nossos amigos ficaram nessa pousada. A diária foi R$ 140. Segundo eles, o café da manhã foi farto e gostoso e a roupa de cama ótima. Mas não curtiram muito pois parecia ficar nos fundos de uma casa e era um pouco mal cuidada, além de não terem encontrado ninguém pra recebê-los na hora que chegaram e quando foram embora. Ficaram no único quarto com varanda e vista pra serra (n° 9).

Restaurantes

Confraria Cultura Bar: chegamos às 19h e estava acabando um show ao vivo com uma banda. Ficamos até umas 21h mais ou menos, quando parecia já estar fechando. Ficamos surpresos com o horário pois era sábado a noite. Achamos o valor das porções bom. Pedimos uma carne de panela que foi muito bem servida (R$ 22) e uma porção de pastel de angu deliciosa (R$ 20 com 6 pastéis grandes). A única parte ruim foram as bebidas: resolvemos experimentar um vinho que não nos agradou, a cerveja que queríamos só tinha uma e, pra completar, Adriano resolveu experimentar uma tal de cerveja “Rainha Élfica” horrível. Não demos sorte =P

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Casa de Taipa: ótimo custo benefício e a única opção de self service que vimos. Nossos amigos comeram uma porção de mandioca com bacon (R$ 20) que disseram ser enorme e gostosa. Infelizmente, estavam esfomeados e não tiraram foto hahaha. Os comentários sobre ela: “eram lascas enormes de bacon de pernil, sequinhos e sem gordura, cobrindo toda a mandioca”. :P

No dia que fomos juntos, pedimos a porção de mandioca com picanha na telha (R$ 50), uma delícia e bem farta pra 2 pessoas.

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Não comemos nos lugares abaixo, mas chegamos a ir ver o cardápio e ficamos com vontade de ir:

LaViolla Cervejaria: fica ao lado da igreja na praça principal. Os pratos são à la carte na faixa de R$ 40 e o ambiente é bem diferente.

Histórias Taberna: o lugar é muito bonito! São pratos à lá carte na média de R$ 40, mas não ficamos pois iria demorar mais ou menos 1h pra sermos servidos.

 

Se você for para Catas Altas, aproveite para visitar também o Santuário do Caraça. Veja nossas dicas aqui.

rosi

Adora viajar, fotografar e escrever. Nos últimos anos aprendeu a gostar de mato, sol e desapegar de malas gigantes. Dramática, mas não tão fresca quanto parece =P