Parque do Ibitipoca

Ibitipoca em 4 dias

Ibitipoca já estava no nosso roteiro “pra ir um dia” há um bom tempo. Compramos uma promoção de pousada pra lá, mas só conseguimos uma data boa pra irmos 6 meses depois. Valeu a pena esperar, o clima estava ótimo, frio e sem chuva!

Roteiro: Belo Horizonte > Vila de Conceição do Ibitipoca
Distância total: 550 km
Data: 22 a 25/05/14

A pousada se chama Chalés Vale do Sol, pagamos pouco mais de R$ 70 por diária na promoção e não deixou devendo em nada! O chalé tinha lareira, rede, uma decoração rústica linda, água muito quente (uhul) e o café da manhã era uma delícia.

Nosso chalé
Nosso chalé

Acordávamos de manhã vendo as montanhas cheia de névoa lá fora, embaixo de 3 cobertores… aiai.

Vista da janela da pousada
Vista da janela da pousada

Primeiro dia – a viagem

Saímos de BH às 6h sentido RJ. Em Barbacena, tem duas opções de caminho:

-Caminho longo: após Barbacena, continuar até Juiz de Fora, seguir pra Lima Duarte, e então chegar em Conceição de Ibitipoca (o trecho de estrada de chão é maior);

-Caminho curto (nós fizemos esse, mas pelo que lemos não é aconselhável ir quando está chovendo. Fomos na seca e já estava difícil!): em Barbacena, seguir até Ibertioga, depois Santa Rita do Ibitipoca, depois Conceição do Ibitipoca.

 

Depois que passamos por Ibertioga e saímos da BR, a estrada estava bem ruim até Santa Rita do Ibitipoca, e ainda piorou até Conceição do Ibitipoca. Mas a paisagem pelo topo da montanha é linda! Chegamos umas 13h.

Entrada para o Parque
Entrada para o Parque
Estrada metade asfalto metade terra
Estrada metade asfalto metade terra
Vista da estradinha para Santa Rita do Ibitipoca
Vista da estradinha para Santa Rita do Ibitipoca

Como no dia que fomos não era feriado, estava tudo parado e só achamos um restaurante pra comer. Aproveitamos pra conhecer a vila também, bem pequena, cheia de casas charmosas <3

Segundo dia – o Parque do Ibitipoca

Na sexta fomos para o Parque do Ibitipoca. A portaria fica praticamente dentro da vila. Pagamos R$ 10 cada pro ingresso + R$ 15 do estacionamento da moto.

Entrada do Parque do Ibitipoca
Entrada do Parque do Ibitipoca
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Friooo e chuva nesse dia

Chegando lá, tem um mapa com as trilhas do parque e tudo é bem sinalizado com placas.

Trilhas do Parque do Ibitipoca. Só fizemos as que estão marcadas em verde!
Trilhas do Parque do Ibitipoca. Só fizemos as que estão marcadas em verde!

Demos sorte de pegar um dia mais nublado, porque o calor estava demais. O lugar mais lindo que fomos foi a Ponte de Pedra!

Ponte de Pedra no Parque do Ibitipoca
Ponte de Pedra no Parque do Ibitipoca
Chegando na Ponte de Pedra
Chegando na Ponte de Pedra
Por baixo da Ponte de Pedra
Por baixo da Ponte de Pedra

Nessa noite jantamos um caldo no lugar mais honesto da cidade (a média dos caldos lá estava nos R$ 16!). O lugar “honesto” custou R$ 8, e o caldo era só o caldo mesmo, sem torradas, cheiro verde, torresmo e esse tipo de coisa que a gente costuma pagar o mesmo preço por aqui. Não recomendamos, por isso nem temos o nome.

Terceiro dia – a chuva, o frio e a estradinha do terror

No sábado amanheceu chuviscando. Queríamos ir até a Janela do Céu, a principal atração do Parque, mas fica a 16km de caminhada ida e volta da entrada do parque (e a ida era subida). Eu desisti. =P
Pensamos em entrar no parque pra ir em outra trilha mais perto, mas o ingresso no final de semana é R$ 20 por pessoa, não compensava pra passar só algumas horas.

Acabamos descobrindo que dava pra chegar em outro local de moto e, com mais um pouco de caminhada, poderíamos ter uma vista bonita dessa Janela do Céu. O moço falou assim:

“-Aí você segue essa estradinha aqui. Depois de umas curvas você vai ver uma cabana. Não mora ninguém lá, é uma casinha preta. Depois você chega num lugar que tem que deixar a moto, porque a cancela tá fechada com cadeado. Aí você deixa a moto e vai a pé no meio de um pasto, e consegue ver a Janela do Céu. Se você quiser pode entrar na mata também pra chegar em outra visão…”

Mas eu juro que ouvi:

“Estradinha de terra isolada, cabana do terror, massacre da serra elétrica, pasto abandonado, mata fechada, chuva, lama, enchente, frio…”

Bom, guardei meus devaneios e tentamos ir, mas quando chegamos até certo ponto da estrada desistimos porque estava muito ruim. Nem tem fotos desse dia por causa da chuva (e da emoção =P).

Como não tinha o menor sinal de vida pela cidade, ficamos curtindo o chalé. Jantamos na Pizzaria Serra Nostra,  que parece ser muito chique mas tem preços normais.

Curtindo o frio com lareira <3
Curtindo o frio com lareira <3

Quarto dia – a volta

No domingo amanheceu chovendo e esperamos até umas 9h para ir embora. A estradinha estava uma lama só, foi pura emoção. A única chuva que pegamos foi chegando em BH, porque não podia faltar =P

Dicas úteis:

-Lá só pega telefone da Claro. A pousada tinha wifi de graça.
-Tem que comer o pão de canela que é marca registrada da cidade! Compramos em uma venda mais escondida, pagamos R$ 3,50 cada. Nas lojinhas mais vistosas estava 5, 6 reais.
-Não tem posto de gasolina. A cidade com mais recurso é Santa Rita do Ibitipoca, que fica a 12km.
-Parece que os turistas começam a chegar na sexta a noite, e nem são tantos assim. Então se você for fora de temporada como a gente, não espere vida noturna bombante (ou então a gente não achou o canal certo =P).

rosi

Adora viajar, fotografar e escrever. Nos últimos anos aprendeu a gostar de mato, sol e desapegar de malas gigantes. Dramática, mas não tão fresca quanto parece =P